Transpondo Barreiras...
Grupo de Apoio
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Vencer é transformar um sonho em objectivo escrito e mensurável. Traçar cada meta e buscá-la sempre, até atingi-la.
Vencer é ter coragem de no meio do nada, acreditar que pode tudo e fazer acontecer!"

"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer."
(Mahatma Gandhi)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Musicoterapia

A interacção ciência-arte se fortalece a cada dia, principalmente ao se buscar de alternativas para melhorar a qualidade de vida das pessoas. O avanço nos meios de investigação científica têm permitido responder a perguntas que outrora ficavam no campo especulativo, sem possibilidades de verificação, às vezes por deficiência na escolha do método de investigação. A especificidade cada vez maior das pesquisas, no que tange ao controle, ou à resposta, das acções comportamentais leva à procura do substrato neuro biológico envolvido. Assim, a interacção entre a neurologia e a fisiologia, biologia, psicologia, psiquiatria, pediatria, aproxima profissionais de diversas áreas em prol da compreensão dos problemas e do encontro de alternativas de “qualidade de vida”. É dentro dessa perspectiva que a música pode agregar seus elementos básicos (altura, intensidade, timbre, ritmo), com a finalidade de dar apoio às pessoas acometidas pelo “adoecer”, que pode estar intrinsecamente ligado, a mecanismos emocionais mais profundos. A música pode ser um dos caminhos – em alguns casos, mais rápido e bastante eficiente – para se promover o equilíbrio de estados fisiológicos e/ou também, emocionais envolvidos no “adoecer” do ser humano.
Portanto, com o aumento do número de pesquisas relacionando a utilização da música no campo terapêutico, na escola e por profissionais da área médica tem demonstrado que a música apresenta-se como importante aliado às alternativas de tratamento, especialmente, quando utilizada como instrumento de intervenção nos processos comportamentais e estados emocionais, inclusive na inclusive no Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA).
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
"Mentes Inquietas"

"Mentes Inquietas" - Entendendo Mellhor O Mundo Das Pessoas Distraídas, Impulsivas E Hiperactivas.
(Ana Beatriz B. da Silva)
Sinopse:
Mentes inquietas é um livro esclarecedor, com abordagem séria e detalhada (além de bem-humorada) do que acontece dentro do dínamo que é o cérebro de homens, mulheres e crianças com PHDA. Distraído, enrolado, esquecido, desorganizado, impulsivo, agitado, inquieto. Estes são alguns dos adjectivos mais comuns usados para descrever o comportamento de pessoas que injustamente tidas como preguiçosas, irresponsáveis e rebeldes na verdade possuem um funcionamento mental diferente. O facto de ter a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção também pode (com a correcta canalização do imenso potencial que os portadores de PHDA têm) significar criatividade, energia, inovação e ousadia.
O livro quebra todos os mal entendidos sobre a hiperactividade (PHDA). Relata o sofrimento que pessoas portadoras da Perturbação de Hiperactividade e Défice de atenção sofrem no decorrer das suas vidas, e devido a todos os preconceitos que os cercam, limitam suas capacidades intelectuais. Mostra sintomas, características, relatos de pacientes, e desenvolve os conceitos de impulsividade e hiperatividade. A autora domina completamente o assunto, tratando o Défice de Atenção na criança e adultos. É necessária a parte terapêutica e a medicação que ajude a concentração do paciente. Mesmo sendo algo que não é doença, e não tem cura, é algo que pode ser disciplinado e controlado para melhor desempenho do próprio paciente. Cita medicação como Fluoxetina, Ritalina, ... Um livro que pode ser lido por profissionais da área de saúde, pais e educadores de crianças com PHDA, e pelos próprios portadores de hiperactividade para que possam melhor compreender essas características que os tornam diferentes entre pessoas tão iguais.
Download do livro:
...
"A Perturbação de Hiperactividade, não tem cura, mas há grandes chances de um final feliz. No momento em que você entende sua engrenagem, passa a dominá-la em vez de ser dominado por ela. Aí pode até levar vantagens. O excesso de pensamento - que causa exaustão, desorganização e esquecimento - também trás ideias... "
(Ana Beatriz Silva)
Autora do Livro, Mentes Inquietas
Novos genes relacionados com a PHDA
"Pesquisadores canadenses identificaram novos genes relacionados com a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). Desenvolvido em parceria pelo Hospital for Sick Children (SickKids) e Universidade de Toronto, o estudo indica ainda que esses genes têm ligação, também, com o autismo. A pesquisa foi publicada na edição on-line do periódico Science Translational Medicine."
domingo, 16 de outubro de 2011
Nem sempre a criança é portadora de PHDA

Crianças muito inquietas, que atrapalham as outras, não raramente são apelidadas de hiperactivas ou portadoras de PHDA. De tão usado, o termo, foi banalizado. Trata-se de uma Perturbação, que precisa ser tratada com medicação e acompanhamento médico especializado, caso contrario pode causar graves prejuízos sociais aos portadores da Perturbação. O que acontece frequentemente é que o "diagnóstico" é feito de forma descriminada para justificar comportamentos mais agitados.
Anteriormente as crianças eram por norma diagnosticadas por volta dos 6/7 anos, hoje em dia, com a entrada na pré-escola aos 3 anos, o diagnóstico é precoce.
Não há uma causa específica para o aparecimento da Perturbação. O que se sabe é que há um forte componente genético. Mas, diferente do que muita gente pensa, não há ligação com traumas ou desajuste familiar. Esses factores podem agravar a Perturbação, mas não são as causas.
Portadores de PHDA, não conseguem ficar parados, mexem muito os pés e os braços, não conseguem ouvir instruções, estão sempre a bater e a derrubar coisas, falam muito, não olham para quem fala com eles (nem ouvem), vivem agitados, não conseguem brincar sozinhos,...
Para um tratamento eficaz, é preciso que a criança seja acompanhada por uma equipa multidisciplinar, formada por, psiquiatra, psicólogo, terapeutas,... Sem tratamento adequado, os portadores podem sofrer de baixo rendimento escolar, desenvolver problemas de relacionamento com os pares, sentimentos de rejeição,...
http://www2.uol.com.br/JC/sites/educacao/materia_04.html
A PHDA associa-se frequentemente a outras Perturbações Disruptivas do Comportamento.
Particularmente Comportamentos de Oposição.


Diagnóstico diferencial da PHDA:
• Perturbações do comportamento
• Problemas de aprendizagem
• Comportamentos contestatários e desafiantes
• S. De Gilles De La Tourette
• Perturbações da linguagem
• Perturbação de ansiedade
• Perturbação do humor (mania, depressão,...)
• Abuso de drogas
• Esquizofrenia ou psicoses
• Doenças metabólicas e endócrinas
Grande parte das situações descritas podem existir, partilhar sintomas ou sobrepor-se à PHDA.
"Compreender e Intervir na Escola e na Família."

(...) "Síntese de ideias e de orientações práticas para todos aqueles que lidam com estas crianças. Está também direccionado para ajudar a intervir de forma adequada em diferentes contextos. Aos professores pretende dar algumas orientações para a sua prática pedagógica e para a adequação do contexto escola. Pretende também que estes compreendam melhor como podem actuar junto das famílias. Aos pais sugere algumas estratégias de actuação na família e na relação com a escola, alertando para a necessidade de encontrar sinergias entre os diferentes contextos nos quais vive a criança com PHDA."
Autoria: Ana Nascimento Rodrigues
Juntos no Desafio.

Sinopse:
Este manual terapêutico resulta da necessidade de dispor de um roteiro estruturado de intervenção para Treino de Aptidões Parentais e pretende ser uma fonte de informação e um manual de auto-ajuda a ser utilizado por pais de Crianças e Adolescentes com diagnóstico de PHDA ou outras perturbações de Comportamento (perturbação de Conduta e Perturbação de Oposição e Desafio) ou simplesmente revelem alterações do comportamento que constituam uma dificuldade.
Representa, para todos os efeitos, uma proposta de intervenção, apoiada na literatura produzida internacionalmente, que sustenta que uma das terapias, empiricamente validadas e considerada como mais eficiente no tratamento da PHDA e das Perturbações do Comportamento em crianças e adolescentes, consiste no treino de Comptetências Parentais.
Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção no Adulto.
Reportagem no Telejornal da TVI
(18 de Março de 2007)
sábado, 15 de outubro de 2011
A agressividade na Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.

"As crianças com PHDA apresentam, frequentemente, comportamentos inadequados, maior dificuldade em aceitar limites; mas é de maior gravidade a Pertubação de Oposição e Desafio (negar-se a obedecer, e desafiar constantemente as figuras de autoridade).
A coexistência de ambos os quadros (PHDA e Opositor Desafiante) é muito frequente e considera-se que, provavelmente a impulsividade é o factor que favorece a união das duas. As crianças predominantemente desatentas não demonstram este tipo de conduta; portanto, um factor associado de maior risco de comportamento agressivo irá apresentar no sub tipo predominantemente hiperactivo impulsivo ou no sub tipo combinado.
Nestes casos, a impulsividade impede que a criança analise a situação de conflito na qual se encontra utilizando os mediadores racionais ou cognitivos, e que não tente formular as regras de comportamento que a ajudaram a se controlar nessa situação.
Paralelamente ao défice nas habilidades de mediação verbal ou auto-instruções em muitas dessas crianças, existe um défice na aprendizagem das habilidades sociais adequadas para enfrentar as relações interpessoais com respostas não agressivas.
Por último, cabe associar ou relacionar o comportamento agressivo da criança PHDA com uma frágil auto-estima; paradoxalmente ao que pode parecer uma atitude arrogante. Atrás desta, subentende-se uma opinião muito pobre de si mesmo, de tal forma que reflecte na sua incapacidade para aceitar o fracasso ou a crítica.
Ao chegar á adolescência, o comportamento agressivo pode intensificar-se. As mudanças físicas e emocionais que poderá enfrentar qualquer criança nesta idade, podem significar uma atenuante (grave) de complicação que desenvolve em graves crises para o adolescente com PHDA no seu ambiente.
A detecção e intervenção precoce são aspectos especialmente importantes em casos de crianças com hiperactividade que apresentem oposição e conduta desafiante e determinante na evolução de ambos os quadros."
PHDA. Um breve Histórico.

"No início do século XX a PHDA era chamada de Disfunção Cerebral Mínima e alguns pesquisadores defendiam que estes quadros eram decorrentes de lesões cerebrais leves e moderadas, indetectáveis ao exame físico e que seriam a causa do quadro comportamental e cognitivo posterior.
Entre os anos de 1917 e 1918 surgiu uma nova hipótese para a ocorrência da perturbação, período em que ocorreu uma encefalite epidémica, atribuindo assim à encefalite letárgica ou encefalite de von ecônomo a causa da doença.
Neste período, a comunidade médica se deparou com uma epidemia de encefalite infecciosa entre a população. Muitas das crianças que se recuperavam da infecção apresentavam sequelas comportamentais e cognitivas semelhantes às da PHDA.
Na década de 60 pesquisadores americanos como Laufer, Chess e Denhof passaram a dar ênfase aos sintomas da hiperatividade como sendo núcleo de uma Perturbação. Nesse período originou-se uma abordagem mais sociológica e psico dinâmica em relação à doença já que os pesquisadores encontravam dificuldades em demonstrar as lesões cerebrais e passaram a não acreditar no modelo de explicação neurológica da doença.
A década de 70 é marcada pelo enfoque em certas características apresentadas pelo portador da PHDA, principalmente no que diz respeito à desatenção, à impulsividade e às alterações cognitivas no indivíduo. Esse período foi importante devido ao inicio dos primeiros ensaios controlados com psico estimulantes e, desta forma surgiram as primeiras críticas às altas taxas de crianças tratadas com estes estimulantes.
A década seguinte também trouxe avanços na pesquisa sobre a PHDA, principalmente no que diz respeito ao campo da etiologia. A partir de 1987 começou a ser chamada de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.
A década de 90 é considerada a década da neuro biologia em estudos sobre a hiperatividade. Nesse momento iniciam-se estudos com aparelhos como o SPECT, PET e Ressonância Magnética Funcional. Nesta década se conduziram importantes estudos para validar o diagnóstico e o tratamento em adultos com PHDA e dessa forma a validar o diagnóstico em adultos toma força.
Só recentemente a PHDA foi reconhecida como uma Perturbação. E com isso, pais, educadores e clínicos vêm-se tornando mais atentos e esclarecidos sobre a Perturbação. O maior acesso à informação vem tornando o diagnóstico mais frequente e seguro. No entanto, também vem ocorrendo uma certa banalização da doença, e qualquer comportamento mais agitado/activo de um indivíduo, principalmente se for criança, leva os pais e educadores a acreditarem que seu filho/aluno possui a Perturbação. "
Turbulento, Agitado, Hiperactivo.
Viver com uma criança furacão.
"Parece uma pilha Duracell",
"Mexe-se sem parar".
Estas são frases típicas repetidas milhares de vezes por pais com crianças muito inquietas e muito activas. Emmanuelle Rigon responde a todas as suas perguntas:
Como diferenciar a inquietação normal da excessiva? Será turbulência, dificuldade de atenção, agitação ou hiperactividade? Quais são as diferenças por idade, e quais os sinais de alerta? Quando é que nos devemos preocupar? Quais são os mecanismos que estão na origem do problema?
Como intervir face á agitação? Que modos de educação, relações familiares, expectativas e ansiedades dos pais, entram em jogo?domingo, 25 de setembro de 2011
Reiki, preciosa ajuda.
O Reiki como tem a capacidade de induzir a um relaxamento profundo, mostra-se particularmente eficaz na hiperactividade.
"O Reiki é uma terapia alternativa e complementar, que através da canalização da energia universal por imposição das mãos, visa restabelecer o equilíbrio vital a vários níveis (espiritual, mental, emocional e físico) e, assim, mitigar as doenças e promover a saúde.
No entanto, o Reiki é mais que isto: o Reiki é amor e enquanto amor, é inato ao ser humano. Na sociedade moderna, a manifestação desta energia universal encontra-se minorada. Porém, devido a uma crescente consciência espiritual, está em vias de ser tirada do esquecimento a que foi sentenciada pelos tempos conturbados que marcaram a história da humanidade."
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
As crianças com PHDA...

São crianças como as demais, apenas variando numa coisa: o seu comportamento perante o mundo! Não têm capacidade para se organizar perante a imensidão de estímulos à sua volta. São muito vezes apelidadas de "mal educadas" e são mal compreendidas por quem nunca experiênciou o contacto com uma criança com Hiperactividade e/ou com Défice de Atenção. São crianças difíceis, mas tudo o que precisam é apenas uma dose extra de amor, paciência, compreensão, atenção e muito apoio.
sábado, 7 de maio de 2011
A Origem da Questão (Capitulo 13)

"A Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção deriva de um funcionamento alterado no sistema neuro biológico cerebral, isto significa que substâncias químicas produzidas pelo cérebro, chamadas neurotransmissores, apresentam-se alteradas quantitativa e/ou qualitativamente no interior dos sistemas cerebrais que são responsáveis pelas funções da atenção, impulsividade e actividade física e mental no comportamento humano. Trata-se de uma Perturbação e não de uma lesão como anteriormente se pensava. O cérebro de um PHDA, em forma e aparência, em nada difere dos demais cérebros, que não apresentam um funcionamento com PHDA; a diferença está no íntimo dos circuitos cerebrais que são movidos e organizados pelos neurotransmissores que, em última instância, seriam os combustíveis que alimentam, modulam e fazem funcionar todas as funções cerebrais. Assim, os neurotransmissores seriam a gasolina dos carros, as quedas-de água que geram a energia das grandes hidro- elétricas ou mesmo a energia atómica das usinas nucleares.
A compreensão do componente neuro biológico no funcionamento da Perturbação de Hiperactividade e Déficice de Atenção foi revolucionário para o tratamento desta Perturbação, uma vez que mudou a forma de pensar sobre toda a problemática vital que seus portadores vivenciam. Essa nova visão tornou-se unanimidade na comunidade médica na década de 1990 e foi o pilar gerador da eficiência que os tratamentos medicamentosos alcançaram na melhoria da qualidade de vida dos portadores de PHDA. É claro que um longo caminho de pesquisas ainda deve ser percorrido, tendo em vista que o mecanismo exacto que rege o comportamento do portador de PHDA ainda não é totalmente compreendido. Tem-se a ponta do ice berg e isto se deve à enorme complexidade dos sistemas cerebrais, em especial, o sistema atentivo, que é o principal responsável pelo estado de consciência humana. A existência traduz-se na capacidade do ser humano de atentar para si mesmo (como indivíduo único) e para todo o mundo ao seu redor. E, na verdade, esta é a essência da vida humana — relacionar-se consigo mesmo e com os outros, sem perder a individualidade e, simultaneamente, contribuir com o todo universal.
Os passos no sentido de definir a anatomia e a bioquímica dos cérebros PHDA foram de gigante, em termos científicos, pois cada um deles forneceu a certeza de que essa Perturbação não é uma simples incapacidade moral para se comportar, ou para se interessar pelo mundo ao seu redor, ou ainda, uma falta de vontade de acertar-se profissional, afectiva ou socialmente. Isso tira da fronteira da "marginalidade social" (daqueles que estão à margem da sociedade) milhares de pessoas que, se pudessem ser tratadas, orientadas e organizadas poderiam estar desempenhando suas potencialidades ou mesmo seus talentos especiais, contribuindo, assim, para uma sociedade mais aprazível de se viver.
"No longo caminho entre a arrumação genética e a entrada na escola, milhares de factores podem ocorrer de errado no cérebro de um indivíduo" (Arnold, 1995). Tal afirmação traduz bem a longa história da ciência, rumo ao entendimento de como funciona um cérebro com PHDA e seus muitos factores causais. Onde essa história se iniciou, não se sabe dizer; no entanto, a mudança no "foco" dessa questão possibilitou retirar a PHDA da esfera moralista e punitiva e levá-la para uma esfera científica e passível de tratamento. E isso é o que realmente importa.
Os diversos factores causais que estão envolvidos no funcionamento do cérebro com PHDA são:
Factores Genéticos:
Todos os estudos científicos indicam que factores genéticos desempenham importante papel na gênese da Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. Isso é constatado por estudos epidemiológicos que mostraram uma maior incidência da Perturbação entre parentes de crianças com PHDA em comparação com parentes de crianças sem PHDA. Se bem que, até ao momento, não se dispõe de mecanismos que possam determinar a probabilidade estatística exacta de adultos com PHDA terem filhos com este mesmo funcionamento mental. Deve-se, nesse caso, afirmar que a Perturbação possui um carácter hereditário, sem um grau de probabilidade determinado.
Estudos realizados em gémeos idênticos, ou seja, que possuem o mesmo material genético, apresentaram concordância na faixa de 50%. Isso nos faz raciocinar que o factor hereditário (genético) é importante, mas não o único na manifestação do comportamento PHDA, pois, se assim fosse, a concordância entre gémeos idênticos deveria ser de 100%.
Alterações Estruturais e Funcionais na PHDA:
Os indícios mais fortes de que a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção apresenta uma alteração na estrutura cerebral de seus portadores vem dos inúmeros estudos realizados por meio de exames de neuro imagem. Essa categoria de exames visa
obter imagens que mostrem o funcionamento do cérebro e não só sua imagem estática. Dentre esses exames, o que melhor evidência a atividade funcional das diversas partes do cérebro é o PET ou SPECT: ambos referem-se a tomografias realizadas por emissão de pósitrons, que podem visualizar tanto a estrutura, como a actividade das regiões cerebrais, em determinado momento.
As conclusões desses estudos foram unânimes em descrever uma hipo perfusão cerebral localizada mais significativamente na região pré-frontal e pré-motora do cérebro. Essa hipo perfusão significa que a região frontal, nas pessoas com PHDA, recebe um menor aporte sanguíneo do que deveria e, como consequência, há uma diminuição do metabolismo nesta região, que, ao receber menos glicose (oriunda do sangue), terá menos energia e funcionará com seu desempenho reduzido. Se nos lembrarmos de que o lobo frontal é o principal responsável pela acção reguladora do comportamento do ser humano, podemos avaliar que o seu hipo funcionamento está directamente ligado às alterações funcionais apresentadas na Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.
A forma como o lobo frontal regula o comportamento, ocorre pelo exercício das seguintes funções: fazer manutenção dos impulsos sob controle; planear acções futuras; regular o estado de vigília; "filtrar" estímulos irrelevantes, que são responsáveis por nossa distracção; accionar as reacções de luta e fuga; estabelecer conexão directa com o sistema límbico (centro das emoções), com o centro da fome e da sede; regular a sexualidade, o grau de disposição física e mental e muitos outros impulsos de aspecto fisiológico.
Em última análise, conclui-se que a acção reguladora do comportamento humano é feita pelo lobo frontal, que exerce uma série de funções de carácter inibitório, cabendo a ele puxar o freio de mão do cérebro humano no que diz respeito aos seus pensamentos, impulsos e velocidade de suas actividades físicas e mentais. E é justamente isso que falha no cérebro do portador de PHDA, seu filtro ou freio perde eficácia reguladora por receber menos glicose, sua fonte maior de energia, em função da já citada hipo perfusão sanguínea da região frontal. Sem "freio", o cérebro com PHDA terá uma actividade muito mais intensa, será bombardeado por uma tempestade de pensamentos e impulsos numa velocidade muito acima da média.
Isso irá ocasionar uma grande desorganização interna que, muitas vezes, encobrirá potencialidades, aptidões, talentos e muita inteligência, num grande emaranhado mental.
Foi visto até aqui que a sede estrutural da Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção está localizada no lobo frontal; no entanto, não se pode esquecer que não existe um compartimento estanque na organização cerebral, todas as regiões interligam-se, formando uma grande rede de informações que constitui a base do comportamento humano. Essas informações são passadas de neurónio a neurónio, de regiões a regiões, pelos neurotransmissores que irão determinar a activação ou a inibição destas, modulando, assim o agir dos indivíduos.
No caso específico da PHDA, os neurotransmissores mais participativos, nesse processo de desregulagem no funcionamento do lobo frontal, seriam as catecolaminas, que incluem a noradrenalina e a dopamina. Em 1970, C. Kornetsky descreveu sua hipótese das catecolaminas na tentativa de explicar os sintomas da PHDA. Sua hipótese foi postulada a partir da observação clínica de que estimulantes como a Ritalina e algumas anfetaminas produziam grande efeito terapêutico em portadores de PHDA. Partindo do conhecimento científico de que esses estimulantes afectam directamente os sistemas dos neurotransmissores noradrenalina e dopamina, aumentando a quantidade destes, Kornetsky passou a acreditar que o funcionamento Phda seria, talvez, consequência de uma baixa produção ou uma subutilização desses neurotransmissores. Essa hipótese continua sendo bastante defendida nos dias actuais, mesmo que muitos estudos recentes apontem para a participação de outros neurotransmissores no funcionamento bioquímico do cérebro PHDA. A serotonina, estrela na bioquímica da Depressão, parece ter seu papel de coadjuvante nessa dança tão complexa que ocorre nos cérebros de pessoas com PHDA. Só o tempo poderá nos dizer, com suas verdades inevitáveis, o papel de cada neurotransmissor nessa orquestra PHDA; entretanto, os "sinais" de que se dispõe hoje, dão a certeza de que os sistemas neuroquímicos (da química cerebral) encontram-se alterados nas pessoas com PHDA, e nisto reside a origem do problema.
Factores Ambientais (Externos):
Além da hipótese genética, a ocorrência da PHDA está muitas vezes correlacionada a complicações durante a gravidez e no parto, inclusive com relatos de traumatismos neo natais (Bastos e Bueno, 1999). Nesse aspecto, as alterações encontradas nos sistemas dopaminérgicos, serotoninérgicos e outros eventuais neurotransmissores não seriam provocadas por registros individuais herdados de seus antepassados (origem genética), e sim por acidentes ocorridos durante o período gestacional ou posterior a este. Como exemplo dessa situação, podem-se citar: hipóxia (privação de oxigenação suficiente) pré e pós-natal, traumas obstétricos, rubéola intra-uterina e outras infecções, encefalite e meningite pósnatal, traumatismo cranioencefálico (TCE), deficiência nutricional e exposição a toxinas. Corroborando-se a influência desses factores externos no surgimento da PHDA, encontram-se inúmeros trabalhos que estabelecem uma correlação bastante significativa entre crianças que têm peso corporal muito baixo ao nascerem e uma probabilidade maior de apresentarem na idade adulta dificuldades ao nível da atenção e comportamentais bem marcadas.
Visão Multifatorial:
Como se pôde observar, o conhecimento sobre a origem da PHDA ainda é limitado; por essa razão, deve-se ter a humildade de saber que a chave que abre o funcionamento da PHDA — e que talvez não seja a única — seria como uma ferramenta capaz de abrir várias portas e deixar passar conteúdos distintos que, "misturados", em proporções individualizadas, permitiriam a formação das diversas estruturas da PHDA.
Essa visão parece-nos apropriada, uma vez que nenhuma hipótese sobre a origem do funcionamento da PHDA mostrou-se, por si só, capaz de explicar todos os casos de PHDA. Destaca-se ainda o facto de que o stress provocado por ambientes destruturados, ou mesmo o aumento de demandas no desempenho pessoal ou social, podem exacerbar em grande escala os sintomas da PHDA, bem como factores stressantes somados podem alterar a bioquímica de um cérebro geneticamente predisposto e levá-lo a manifestar, tanto em carácter qualitativo como quantitativo, a tríade de sintomas a um tal nível que o indivíduo passaria a apresentar Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção de facto, passando a viver com a influência quotidiana desse funcionamento. Essa visão abre a possibilidade de se identificar e, consequentemente, ajudar pessoas com sintomas de PHDA sem história genética, bem como prestar orientação aquelas que possuem carga genética, mas que podem não desenvolver a Perturbação em função de viverem em um ambiente bem estruturado. Com isso se pode compreender que a genética não se trata de uma fatalidade, mas sim de uma probabilidade, de facto, das mais importantes. No entanto, sua manifestação sofre influências externas que poderão contribuir para que esta seja favorável ou desfavorável à vida do indivíduo. Essa compreensão significa uma mudança radical em relação à manifestação genética da neurobiologia humana. Tudo indica que a bioquímica cerebral possui uma espécie de plasticidade que a torna passível de mudanças a cada momento vital. Assim sendo, a biologia cerebral que se possui ao nascer (com fortíssima carga genética), pode sofrer alterações de intensidades variadas em resposta ao ambiente externo. Ou seja, acontecimentos vitais, como traumas físicos ou psicológicos muito dolorosos, podem deixar "cicatrizes" no corpo, na alma e também na estrutura funcional da massa cerebral.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Um Outro Olhar...

Temos tendência a nos esquecer que a hiperactividade é também muito dificil para quem a detém. Não poucas vezes nos esquecemos que os nossos filhos compreendem que não deveriam ter reagido de determinada forma, que concordam que foram excessivos ou desajustados na sua forma de agir. Eles compreendem e concordam em quase tudo o que lhes dizemos, mas não se conseguem controlar!
Contudo, embora muito mal comportada a criança com hiperactividade é também muito emotiva, gosta muito de mimo, é muito simpática e está sempre disponível para ajudar os outros.
A vivência destas crianças não é nada fácil. Têm de se debater com as constantes chamadas de atenção dos pais ou familiares, estão sujeitos à incompreensão dos professores, vizinhos... que não se privam de os olhar e apontar o dedo. Quase sempre são considerados culpados, quer pelos actos que praticam, quer pelos que não praticam (quando há duvidas sobre quem fez algo, considerado condenável, e há falta de voluntário que assuma as consequências, elas serão obrigatóriamemte atribuídas à criança com hiperactividade).
Creio, que estas crianças, para além de lutarem contra uma sociedade que não as compreende, e que apenas as rotula, ainda têm de lutar contra elas próprias.... numa luta desigual e sem tréguas!
"Mentes Inquietas" Video.
"Quanto mais informação e conhecimento tiver sobre a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, mais capacitado você estará para compreender toda a sua história de vida e para contribuir efectivamente na elaboração de um tratamento que lhe seja mais eficaz e confortável.
Lembre-se de que nenhum tratamento eficiente pode nascer de posturas passivas.
É preciso se informar, estudar, debater, trocar idéias, experiências, conhecer sobre medicação, terapias, alimentação, desportos e tudo mais que possa contribuir para a melhora e a auto-superação..."
(Mentes inquietas - Drª Ana Beatriz B. Silva)
Crianças das Estrelas (Índigo e Cristal)

As Crianças Índigo têm encarnado na Terra nos últimos 100 anos... Os primeiros Índigos eram pioneiros e mostradores de caminho. Depois da Segunda Guerra Mundial, nasceram um número significativo delas, e estes são os adultos Índigo de hoje. No entanto, na década de 70 uma onda grande de Índigos nasceu, e por isso temos uma geração inteira que estão agora nos fins dos seus trinta e no principio dos seus quarenta anos e que irão tomar o seu lugar como líderes deste mundo. Os Índigos continuaram a nascer até mais ou menos o ano 2000, com mais habilidades e maior grau de sofisticação tecnológico e criativo.
As Crianças Cristal começaram a aparecer no planeta a partir de 2000, embora alguns digam que começaram a aparecer um pouco mais cedo. Estas crianças são extremamente poderosas, e o objectivo principal delas é levar-nos ao próximo nível de evolução, para revelar-nos o nosso poder interior e divindade. Elas funcionam como uma consciência de grupo em vez de individuais, e vivem pela "Lei da Unidade" ou Consciência de Unidade. Elas são uma poderosa força de amor e de paz no planeta.
Crianças Índigo partilham algumas características com as Crianças Cristal. As duas gerações são bastante sensíveis e psíquicas, e têm objectivos de vida importantes. A maior diferença é o seu temperamento.
Índigos têm um espírito de guerreiro, porque o seu propósito colectivo é de esmagar os velhos sistemas que já são inúteis... Elas estão aqui para pôr termo aos sistemas de governo, educacionais e legais que não têm integridade. Para fazer isto elas precisam de temperamentos e determinação impetuosa. Aqueles adultos que resistem à mudança e que dão valor à conformidade, podem não perceber os Índigos. Elas são frequentemente e erradamente classificadas com diagnósticos psiquiátricos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). Infelizmente, porque elas são medicadas, frequentemente perdem a sua bela sensibilidade, dádivas espirituais e energia de guerreiro...
Em contraste, as Crianças Cristal são bem-aventuradas e de temperamento uniforme. Claro, podem ter ataques de fúria ocasionalmente, mas a maior parte destas crianças são inclinadas ao perdão e tranquilas. As Cristal são a geração que beneficia da precursão dos Índigos. Primeiro, as Crianças Índigo lideram, cortando tudo que não tem integridade... Depois as Crianças Cristal seguem o caminho aberto para um mundo mais seguro e protegido.
"Não as forcem a enquadrar-se nos velhos moldes!
Elas chegaram com novas marcas de nível superior para a humanidade, codificadas dentro do seu ser... Elas carregam em seu interior grande sabedoria espiritual.
- Lembrem-se de que seus filhos não são vocês. Em outros níveis do seu ser vocês estabeleceram acordos com eles para permitir-lhes vir através de vocês para a experiência no plano terrestre. Repito, eles vieram através de vocês mas não são vocês... Cada um deles é único e vem com sua própria personalidade, talentos e pensamentos. Não esperem que eles vivam os seus sonhos, pois eles têm os deles próprios;
- Passa a ser sua tarefa amá-los incondicionalmente e encorajá-los em suas explorações e ajudá-los a descobrir seu propósito de estarem aqui, suas missões e a exercerem os papéis apropriados para eles;
- Estas crianças trazem sistemas neurológicos diferentes em seus corpos. Elas exigirão muito amor e compreensão por parte de suas famílias e da comunidade. Estas crianças podem parecer desajustadas e de certo modo são, porque elas anunciam a chegada da sétima raça original, a raça índigo a seu planeta. Elas são as precursoras de seres de dimensões ainda superiores que virão;
- Dêem ouvidos a seus filhos quando eles manifestarem o desejo de compartilhar suas experiências com sonhos. Muita informação é transmitida, os sonhos trazem mensagens da alma;
- Encorajem seus filhos a apreciar e respeitar a natureza, a sentir a terra, a observar as plantas e os animais em seu ciclo através das estações. Ensinem-nos a amar e respeitar seus animais de estimação. Se possível, levem-os à praia, às montanhas e às planícies. Permitam que eles vejam directamente a grandeza do planeta. Pergunte o que eles estão vendo e sentindo e talvez mesmo ouvindo, pois eles não irão ver, ouvir e sentir o mesmo que vocês. Ouçam-os... Eles são sábios! Permitam que eles os ensinem de modo que vocês possam compartilhar de seu encanto;
- Não sejam precipitados em suas avaliações, pois seus filhos não são loucos... Se vocês, de alguma maneira, ficam confusos sobre como cuidar dessas crianças e do seu crescimento, procurem orientação apropriada daqueles que compreendem princípios metafísicos e espirituais e a transmutação de energia;
- Dêem aos seus filhos a máxima atenção. Eles os ensinarão muito. Amem incondicionalmente! Eles vêm para cá com muito amor para compartilhar e vêm com paz, harmonia, tolerância e alegria em seus corações."
Liberdade em Educação

"O ensino deverá ser ministrado sob uma forma isenta de constrangimento... Porque o homem livre não deve aprender como um escravo; com efeito, quando os exercícios são praticados à força, o corpo não se encontra pior por isso, mas as lições que se fazem entrar á força na alma não ficam aí. Não uses de violência na educação das crianças, mas procede de modo que se instruam brincando; poderás assim discernir as tendências de cada uma."
(Platão, in "A República", Liv.VII - in Alberto Sousa, 2003, p.121)
O conceito de liberdade em educação refere-se á criação de um clima de aceitação, de tolerância, de abertura ás iniciativas e opções da criança. Se o professor aceitar a criança como ela é, se lhe permitir expressar livremente todos os seus sentimentos e atitudes, sem os julgar ou condenar, se todas as actividades forem organizadas com a criança e não para ela, consegue que se crie uma atmosfera livre de tensões. Um clima permissivo e compreensivo proporciona à criança um sentimento de liberdade, onde pode exprimir-se e criar sem quaisquer inibições. Por de lado a aprendizagem autoritária, não quer dizer eliminar o respeito ás normas e regras já estabelecidas.
Este é um conceito que deve ter-se sempre presente no trabalho com crianças com Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção.
Não esquecer que, a criança com PHDA destaca-se na sala de aula pelo seu comportamento desadequado e falta de atenção. Os adultos que lidam com estas crianças têm dificuldade em controlar os seus acessos de raiva. Estas crianças apresentam baixa tolerância á frustração, teimosia e instabilidade de humor. Têm tendência para o isolamento e falta de auto-estima, relacionadas á falta de aceitação por parte dos colegas e dos adultos. Muitos pais e professores interpretam os comportamentos da criança como voluntários, recorrendo aos castigos cujos resultados nem sempre são os esperados. As crianças com PHDA são frequentemente vistas pelos adultos e colegas como mal educadas e imaturas, sendo frequentemente submetidas á desaprovação e rejeição dos outros. Esta experiência repete-se ao longo do tempo e, associada ás próprias características temperamentais da criança com PHDA, contribui para que a criança se torne ainda mais isolada, frustrada, irritável e com maior tendência de controlo emocional. Todos estes factores vão contribuir para o fracasso escolar, social e familiar da criança.
"A criatividade, pode então, ser entendida como uma capacidade ou aptidão humana para produzir acções intelectuais inteiramente novas e desconhecidas de quem as produz. Poderão tratar-se de produtos da imaginação ou sínteses mentais, produzindo sempre caminhos novos, constituindo por isso uma capacidade mais importante que a de aprendizagem de conhecimentos."
(Alberto Sousa, 2003, p.189)
De uma forma geral, elas têm uma grande necessidade de se expressar, de se fazer ouvir, e para isso utilizam todo o seu potencial comunicativo para o fazer, desde a fala à mímica, passando pelo desenho. Quando observadas, estas crianças têm um enorme potencial comunicativo do seu mundo interior para o exterior, mas nem sempre os adultos estão disponíveis para as ouvir ou para dar atenção ás suas criações sejam elas mais artísticas ou mais cientificas. Há que aproveitar o turbilhão de energia, destas crianças, para potenciar as suas capacidades. É necessário saber como utilizar esse recurso a favor da criança. Para que o processo ensino - aprendizagem destas crianças tenha sucesso, é necessário que o professor tenha conhecimentos suficientes para poder desenvolver a criatividade que a criança demonstra.
O papel da escola é de extrema importância e o comportamento do professor perante a criança com PHDA pode influenciar o sucesso do tratamento.
Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção

Os sintomas variam de leves a graves... Podem incluir problemas de linguagem, memória e habilidades motoras.
Embora a criança tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizagem e de comportamento. Os professores e pais da criança com PHDA, devem aprender a lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e actividade incontrolável da criança. O verdadeiro comportamento hiperactivo interfere na vida familiar, escolar e social da criança. Estas crianças têm dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas.
As crianças com Perturbação da Hiperactividade e Défice de Atenção:
Falam muito, alto de mais e em momentos inoportunos.
Estão sempre em movimento e são incapazes de ficar quietas.
São impulsivas.
Não param para olhar ou ouvir.
Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendentes e aparentemente infinitas, são propensas a acidentes, magoam-se, partem e danificam coisas.
Toleram pouco as frustrações... Elas discutem com os pais, professores, adultos e amigos.
Fazem birras e o seu humor varia rapidamente.
Estas crianças também tendem a ser muito agarradas às pessoas. Precisam de muita atenção e tranquilidade.
É IMPORTANTE, TODOS PERCEBEREM que as crianças com PHDA, ENTENDEM AS REGRAS, INSTRUÇÕES E EXPECTATIVAS SOCIAIS... O problema é que elas TÊM DIFICULDADE EM OBEDECÊ-LAS. Esses comportamentos SÃO ACIDENTAIS E NÃO PROPOSITAIS.
Para a criança com PHDA e sua família, uma ida ao parque ou ao supermercado pode ser desastrosa. Há simplesmente muita coisa acontecendo - muitos estímulos ao mesmo tempo. Devido à sua incapacidade de concentração e ao constante bombardeamento de estímulos, a criança com PHDA pode ficar transtornada.
Estas crianças podem ter muitos problemas...
Apesar da "dificuldade de aprendizagem", estas crianças são geralmente muito inteligentes. Sabem que determinados comportamentos não são aceitáveis... Mas, apesar do desejo de agradar e de ser educada e contida, acriança com PHDA, não consegue se controlar. Pode ser frustrada, desanimada e envergonhada... Ela sabe que é inteligente, mas não consegue desacelerar o sistema nervoso, a ponto de utilizar o potencial mental necessário para concluir uma tarefa.
A criança com PHDA muitas vezes sente-se isolada e imcompreendida pelos colegas, mas não entende porque é tão diferente. Fica perturbada cos suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, na rua, ou em casa, a criança com PHDA pode sofrer de ansiedade, tristeza e baixa auto estima.
Lembre-se sempre de que o seu filho está LUTANDO com todas as forças para superar uma Perturbação do sistema nervoso. Explique, se preciso for, mas não se sinta envergonhado ou culpado quando o seu filho não se comportar bem... Pois os pais da criança com PHDA merecem muita consideração... É preciso muita paciência e vigor para amar e apoiar a crianças em todos os desafios e frustrações inerentes à doença. Estes pais estão sempre preocupados e atentos, sempre em "alerta". Consequentemente, é fácil sentirem-se cansados, abatidos e frustrados, por vezes. É de importância vital para os pais da criança com PHDA serem bons consigo mesmos, descansar quando apropriado, além de procurar e aceitar o apoio necessário para eles e para o filho.
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