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quarta-feira, 9 de maio de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Perturbação de Oposição e Desafio
(...) "A Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção, as Perturbações da Aprendizagem e as Perturbações da Comunicação tendem a coexistir com a Perturbação de Oposição e Desafio." (...)
(Dr. Miguel Palha)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
"Distraído e a 1000 por hora."

Sinopse:
"Por meio de uma abordagem biopsicossocial, este livro descreve desde o nível biológico até o nível das relações sociais, sem esquecer o aspecto psicológico dessa problemática cada vez mais frequente. Com uma linguagem clara e objetiva, escrito por profissionais da área de psicoterapia de família e de casal, é uma contribuição significativa para pessoas com Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA), família, professores e profissionais da área de saúde."
"Défice de Atenção e Hiperactividade" de Mark Selikowitz

Sinopse:
A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é hoje reconhecida como uma das causas mais comuns das dificuldades de aprendizagem e comportamentais das crianças em idade escolar. Este livro reúne informação sobre o modo como a PHDA é diagnosticada, sobre medicina tradicional e medicinas alternativas e sobre as formas de ajudar as crianças a melhorarem o seu comportamento, auto-estima e resultados escolares.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção e Perturbação Bipolar na Infância.

A infância é uma época estratégica da vida do ser humano. É quando se dá um grande desenvolvimento físico, psicológico e mental. A relevância da observação dos comportamentos e aquisições intelectuais da criança e do adolescente feita por pais e professores é imensa, mas não substitui uma avaliação médica e de especialistas em diferentes áreas, quando estes comportamentos fogem da frequência e intensidade usuais.
Até alguns anos atrás, poucas eram as doenças mentais reconhecíveis na infância. Com o aumento das pesquisas e o incremento de estudos científicos, os diagnósticos de várias perturbações psiquiátricas em crianças e adolescentes tornaram-se possíveis e decorrentes dessa nova condição. Aparentemente, os casos se multiplicaram numericamente e se tornaram mais conhecidos pela população em geral. Entre eles, a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, com ou sem hiperatividade e a Perturbação do Humor Bipolar têm sido objecto de muitos estudos em vários países, pois ocasionam forte impacto sobre a vida escolar, pessoal, familiar e mais tarde profissional do paciente, especialmente quando não devidamente diagnosticados e tratados por equipes de profissionais especializados.
A PHDA, hoje muito comentada em função da amplitude da divulgação na imprensa, é um exemplo.
Conhecida dos médicos há várias décadas, passou a ser objeto de estudo multidisciplinar e os resultados dos tratamentos têm sido, em sua grande parte, de enorme valia, tanto para os pacientes, como para suas famílias e a sociedade. Os prejuízos decorrentes da falta de diagnóstico e do acompanhamento médico vão do fracasso escolar à evasão, da baixa autoestima à depressão, da rejeição do grupo ao isolamento, às drogas, entre outras.
Conhecida dos médicos há várias décadas, passou a ser objeto de estudo multidisciplinar e os resultados dos tratamentos têm sido, em sua grande parte, de enorme valia, tanto para os pacientes, como para suas famílias e a sociedade. Os prejuízos decorrentes da falta de diagnóstico e do acompanhamento médico vão do fracasso escolar à evasão, da baixa autoestima à depressão, da rejeição do grupo ao isolamento, às drogas, entre outras.
Infelizmente, a especulação por parte de alguns profissionais não credenciados para tal avaliação, ou ainda, diagnóstico feito por pessoas leigas, tem trazido mais problemas aos que já sofrem com esta Perturbação. Generalizou-se, irresponsavelmente, por exemplo, chamar de PHDA a toda e qualquer manifestação de inquietação, distração ou falta de limite que as crianças e jovens apresentem na escola ou em casa. Como consequência, casos em que a perturbação não existe de fato aparecem em toda parte, banalizando um problema sério e de grande repercussão sobre a vida dos pacientes reais e sua família. Estes falsos diagnósticos são geralmente feitos à base de "achismos" como o preenchimento de questionários ou testes sem qualquer base científica ou mesmo ao sabor das conveniências pessoais de alguns adultos, que pensam dela tirar proveito, seja para justificar uma educação deficiente em limites, normas e atenção à criança ou, ainda, a outros interesses particulares.
A Perturbação de Humor Bipolar em crianças é outro exemplo de doença psiquiátrica que exige seriedade no encaminhamento, pois, nessa faixa etária, a sua sintomatologia pode se apresentar de forma atípica. Assim, ao invés da euforia seguida da depressão dos adultos, nas crianças surge a agressividade gratuita seguida de períodos de depressão. Nestas, o curso da Perturbação é também mais crónico do que episódico e sintomas mistos com depressão seguida de "tempestades afectivas", são comuns. Além disso, a mudança é rápida e pode acontecer várias vezes dentro de um mesmo dia, como por exemplo: alterações bruscas de humor (de muito contente a muito irritado ou agressivo); notável troca dos seus padrões usuais de sono ou apetite; excesso de energia seguida de grande fadiga e falta de concentração. Esses são alguns sintomas que devem ser observados.
Os diagnósticos de perturbações da saúde mental são difíceis mesmo para os especialistas, pois é alta a prevalência de comorbidades, ou seja, o aparecimento de duas perturbações simultaneamente, o que exige conhecimento, experiência e observação minuciosa do médico e da equipe envolvida.
É importante salientar ainda que estas perturbações afetam seriamente o desenvolvimento e o crescimento emocional dos pacientes, sendo associados a dificuldades escolares, comportamento de alto risco, dificuldades nas relações interpessoais, tentativas de suicídio, problemas legais, múltiplas hospitalizações, etc. Os diagnósticos devem sempre ser realizados por médicos psiquiatras ou neurologistas em conjunto com outros técnicos especializados, que ao diagnosticarem e acompanharem a criança, se preocupam em dar também orientações à família e à escola. Minimizar essas perturbações só piora suas consequências e prejudica o paciente. Somente especialistas podem afastar e esclarecer as dúvidas e não é exagero ser cuidadoso quando se trata da vida, saúde e futuro dos nossos filhos!
(Maria Irene Maluf)
Fonte:
http://guiadobebe.uol.com.br/transtorno-bipolar-na-infancia/#.TxrlLBhvfJE.facebook
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
"À Velocidade da Luz"

"À Velocidade da Luz"
Dedicada inteiramente à PHDA,
edição de 2008.
(...) "Falar de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) é actualmente um assunto comum, muito embora polémico. As polémicas existem aos mais variados níveis, sendo a intervenção um dos mais frequentes. As questões são muitas: dos pais, dos professores e dos próprios profissionais de saúde. De facto, o grande objectivo da avaliação e do diagnóstico destas situações deve ser a intervenção, facto que deve representar uma responsabilidade acrescida para todos nós.
Segundo Shelton e Barkley (1995), a PHDA "não tem cura" pois não deve ser considerada uma doença ou uma patologia. Será mais adequado encará-la como uma perturbação do desenvolvimento, uma forma extrema de traços humanos normais, onde a diferença é de grau e não de qualidade (tal como para a inteligência, a altura ou o peso). Assim, e como refere Lopes (2003), não se “trata” a PHDA, aprende-se a lidar com ela e procura-se manter os seus sintomas dentro de limites que não se revelem gravosos para o próprio e para aqueles que com ele convivem." (...)
(...) "Pese embora toda a polémica, a realidade e a evidência das situações que surgem no quotidiano obrigam a pensar que é urgente que comecem a surgir programas de intervenção direccionados para a PHDA. Algumas evidências servirão decerto para nos convencermos o quão importante é que nos dediquemos a este tema:
a) a evidência de que a PHDA tem uma prevalência que se situa entre os 5% e os 7% na idade escolar, o que remete para a existência de uma situação de grande número de crianças afectadas;
b) que é uma perturbação que causa desadaptação em mais do que um contexto de vida do indivíduo, o que remete para o facto do “sofrimento” causado pelas características da perturbação ter um impacto social abrangente;
c) que persiste para além da adolescência e até à idade adulta em mais de 30% das situações, continuando a causar desadaptação na vida pessoal, profissional e social.
Estas evidências ao nível da prevalência e cronicidade (efectivamente a PHDA é uma perturbação do desenvolvimento de carácter prologando e crónico), aliadas a uma variabilidade sintomática e desadaptativa evidentes e intimamente relacionadas com os contextos de vida dos indivíduos, levam-me a defender a posição de que a intervenção não deve ser uma “receita”, mas um programa criterioso em função de cada caso.
Em Portugal existem já alguns serviços a implementar programas estruturados para a PHDA em função das necessidades nacionais. No entanto, há que criar uma cultura de publicação do trabalho que se faz, bem como de investigação efectiva dos seus efeitos." (...)
(Ana Rodrigues - Faculdade de Motricidade Humana
da Universidade Técnica de Lisboa)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
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