quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Mentes Inquietas"

"Mentes Inquietas" - Entendendo Mellhor O Mundo Das Pessoas Distraídas, Impulsivas E Hiperactivas.

(Ana Beatriz B. da Silva)

Sinopse:

Mentes inquietas é um livro esclarecedor, com abordagem séria e detalhada (além de bem-humorada) do que acontece dentro do dínamo que é o cérebro de homens, mulheres e crianças com PHDA. Distraído, enrolado, esquecido, desorganizado, impulsivo, agitado, inquieto. Estes são alguns dos adjectivos mais comuns usados para descrever o comportamento de pessoas que injustamente tidas como preguiçosas, irresponsáveis e rebeldes na verdade possuem um funcionamento mental diferente. O facto de ter a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção também pode (com a correcta canalização do imenso potencial que os portadores de PHDA têm) significar criatividade, energia, inovação e ousadia.

O livro quebra todos os mal entendidos sobre a hiperactividade (PHDA). Relata o sofrimento que pessoas portadoras da Perturbação de Hiperactividade e Défice de atenção sofrem no decorrer das suas vidas, e devido a todos os preconceitos que os cercam, limitam suas capacidades intelectuais. Mostra sintomas, características, relatos de pacientes, e desenvolve os conceitos de impulsividade e hiperatividade. A autora domina completamente o assunto, tratando o Défice de Atenção na criança e adultos. É necessária a parte terapêutica e a medicação que ajude a concentração do paciente. Mesmo sendo algo que não é doença, e não tem cura, é algo que pode ser disciplinado e controlado para melhor desempenho do próprio paciente. Cita medicação como Fluoxetina, Ritalina, ... Um livro que pode ser lido por profissionais da área de saúde, pais e educadores de crianças com PHDA, e pelos próprios portadores de hiperactividade para que possam melhor compreender essas características que os tornam diferentes entre pessoas tão iguais.

Download do livro:

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"A Perturbação de Hiperactividade, não tem cura, mas há grandes chances de um final feliz. No momento em que você entende sua engrenagem, passa a dominá-la em vez de ser dominado por ela. Aí pode até levar vantagens. O excesso de pensamento - que causa exaustão, desorganização e esquecimento - também trás ideias... "

(Ana Beatriz Silva)

Autora do Livro, Mentes Inquietas

" Somos todos diferentes: Como Estrelas na Terra, do cineastra indiano Aamir Khan."



Novos genes relacionados com a PHDA

"Pesquisadores canadenses identificaram novos genes relacionados com a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). Desenvolvido em parceria pelo Hospital for Sick Children (SickKids) e Universidade de Toronto, o estudo indica ainda que esses genes têm ligação, também, com o autismo. A pesquisa foi publicada na edição on-line do periódico Science Translational Medicine."

domingo, 16 de outubro de 2011

"Partly Cloudy"

Nem sempre a criança é portadora de PHDA


Crianças muito inquietas, que atrapalham as outras, não raramente são apelidadas de hiperactivas ou portadoras de PHDA. De tão usado, o termo, foi banalizado. Trata-se de uma Perturbação, que precisa ser tratada com medicação e acompanhamento médico especializado, caso contrario pode causar graves prejuízos sociais aos portadores da Perturbação. O que acontece frequentemente é que o "diagnóstico" é feito de forma descriminada para justificar comportamentos mais agitados.

Anteriormente as crianças eram por norma diagnosticadas por volta dos 6/7 anos, hoje em dia, com a entrada na pré-escola aos 3 anos, o diagnóstico é precoce.

Não há uma causa específica para o aparecimento da Perturbação. O que se sabe é que há um forte componente genético. Mas, diferente do que muita gente pensa, não há ligação com traumas ou desajuste familiar. Esses factores podem agravar a Perturbação, mas não são as causas.

Portadores de PHDA, não conseguem ficar parados, mexem muito os pés e os braços, não conseguem ouvir instruções, estão sempre a bater e a derrubar coisas, falam muito, não olham para quem fala com eles (nem ouvem), vivem agitados, não conseguem brincar sozinhos,...

Para um tratamento eficaz, é preciso que a criança seja acompanhada por uma equipa multidisciplinar, formada por, psiquiatra, psicólogo, terapeutas,... Sem tratamento adequado, os portadores podem sofrer de baixo rendimento escolar, desenvolver problemas de relacionamento com os pares, sentimentos de rejeição,...


http://www2.uol.com.br/JC/sites/educacao/materia_04.html
‎"Há um silêncio dentro de mim.
E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras e pensamentos."
(Clarice Lispector)




A PHDA associa-se frequentemente a outras Perturbações Disruptivas do Comportamento.

Particularmente Comportamentos de Oposição.

Diagnóstico diferencial da PHDA:

• Perturbações do comportamento
• Problemas de aprendizagem
• Comportamentos contestatários e desafiantes
• S. De Gilles De La Tourette
• Perturbações da linguagem
• Perturbação de ansiedade
• Perturbação do humor (mania, depressão,...)
• Abuso de drogas
• Esquizofrenia ou psicoses
• Doenças metabólicas e endócrinas

Grande parte das situações descritas podem existir, partilhar sintomas ou sobrepor-se à PHDA.


"Compreender e Intervir na Escola e na Família."


(...) "Síntese de ideias e de orientações práticas para todos aqueles que lidam com estas crianças. Está também direccionado para ajudar a intervir de forma adequada em diferentes contextos. Aos professores pretende dar algumas orientações para a sua prática pedagógica e para a adequação do contexto escola. Pretende também que estes compreendam melhor como podem actuar junto das famílias. Aos pais sugere algumas estratégias de actuação na família e na relação com a escola, alertando para a necessidade de encontrar sinergias entre os diferentes contextos nos quais vive a criança com PHDA."

Autoria: Ana Nascimento Rodrigues

Juntos no Desafio.

Sinopse:


Este manual terapêutico resulta da necessidade de dispor de um roteiro estruturado de intervenção para Treino de Aptidões Parentais e pretende ser uma fonte de informação e um manual de auto-ajuda a ser utilizado por pais de Crianças e Adolescentes com diagnóstico de PHDA ou outras perturbações de Comportamento (perturbação de Conduta e Perturbação de Oposição e Desafio) ou simplesmente revelem alterações do comportamento que constituam uma dificuldade.

Representa, para todos os efeitos, uma proposta de intervenção, apoiada na literatura produzida internacionalmente, que sustenta que uma das terapias, empiricamente validadas e considerada como mais eficiente no tratamento da PHDA e das Perturbações do Comportamento em crianças e adolescentes, consiste no treino de Comptetências Parentais.

http://www.juntosnodesafio.com/

PHDA

Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção no Adulto.


(18 de Março de 2007)

sábado, 15 de outubro de 2011

"Banalização do termo Hiperactividade".

A agressividade na Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.


"As crianças com PHDA apresentam, frequentemente, comportamentos inadequados, maior dificuldade em aceitar limites; mas é de maior gravidade a Pertubação de Oposição e Desafio (negar-se a obedecer, e desafiar constantemente as figuras de autoridade).

A coexistência de ambos os quadros (PHDA e Opositor Desafiante) é muito frequente e considera-se que, provavelmente a impulsividade é o factor que favorece a união das duas. As crianças predominantemente desatentas não demonstram este tipo de conduta; portanto, um factor associado de maior risco de comportamento agressivo irá apresentar no sub tipo predominantemente hiperactivo impulsivo ou no sub tipo combinado.

Nestes casos, a impulsividade impede que a criança analise a situação de conflito na qual se encontra utilizando os mediadores racionais ou cognitivos, e que não tente formular as regras de comportamento que a ajudaram a se controlar nessa situação.

Paralelamente ao défice nas habilidades de mediação verbal ou auto-instruções em muitas dessas crianças, existe um défice na aprendizagem das habilidades sociais adequadas para enfrentar as relações interpessoais com respostas não agressivas.

Por último, cabe associar ou relacionar o comportamento agressivo da criança PHDA com uma frágil auto-estima; paradoxalmente ao que pode parecer uma atitude arrogante. Atrás desta, subentende-se uma opinião muito pobre de si mesmo, de tal forma que reflecte na sua incapacidade para aceitar o fracasso ou a crítica.

Ao chegar á adolescência, o comportamento agressivo pode intensificar-se. As mudanças físicas e emocionais que poderá enfrentar qualquer criança nesta idade, podem significar uma atenuante (grave) de complicação que desenvolve em graves crises para o adolescente com PHDA no seu ambiente.

A detecção e intervenção precoce são aspectos especialmente importantes em casos de crianças com hiperactividade que apresentem oposição e conduta desafiante e determinante na evolução de ambos os quadros."

PHDA. Um breve Histórico.

"No início do século XX a PHDA era chamada de Disfunção Cerebral Mínima e alguns pesquisadores defendiam que estes quadros eram decorrentes de lesões cerebrais leves e moderadas, indetectáveis ao exame físico e que seriam a causa do quadro comportamental e cognitivo posterior.

Entre os anos de 1917 e 1918 surgiu uma nova hipótese para a ocorrência da perturbação, período em que ocorreu uma encefalite epidémica, atribuindo assim à encefalite letárgica ou encefalite de von ecônomo a causa da doença.

Neste período, a comunidade médica se deparou com uma epidemia de encefalite infecciosa entre a população. Muitas das crianças que se recuperavam da infecção apresentavam sequelas comportamentais e cognitivas semelhantes às da PHDA.

Na década de 60 pesquisadores americanos como Laufer, Chess e Denhof passaram a dar ênfase aos sintomas da hiperatividade como sendo núcleo de uma Perturbação. Nesse período originou-se uma abordagem mais sociológica e psico dinâmica em relação à doença já que os pesquisadores encontravam dificuldades em demonstrar as lesões cerebrais e passaram a não acreditar no modelo de explicação neurológica da doença.

A década de 70 é marcada pelo enfoque em certas características apresentadas pelo portador da PHDA, principalmente no que diz respeito à desatenção, à impulsividade e às alterações cognitivas no indivíduo. Esse período foi importante devido ao inicio dos primeiros ensaios controlados com psico estimulantes e, desta forma surgiram as primeiras críticas às altas taxas de crianças tratadas com estes estimulantes.

A década seguinte também trouxe avanços na pesquisa sobre a PHDA, principalmente no que diz respeito ao campo da etiologia. A partir de 1987 começou a ser chamada de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.

A década de 90 é considerada a década da neuro biologia em estudos sobre a hiperatividade. Nesse momento iniciam-se estudos com aparelhos como o SPECT, PET e Ressonância Magnética Funcional. Nesta década se conduziram importantes estudos para validar o diagnóstico e o tratamento em adultos com PHDA e dessa forma a validar o diagnóstico em adultos toma força.

Só recentemente a PHDA foi reconhecida como uma Perturbação. E com isso, pais, educadores e clínicos vêm-se tornando mais atentos e esclarecidos sobre a Perturbação. O maior acesso à informação vem tornando o diagnóstico mais frequente e seguro. No entanto, também vem ocorrendo uma certa banalização da doença, e qualquer comportamento mais agitado/activo de um indivíduo, principalmente se for criança, leva os pais e educadores a acreditarem que seu filho/aluno possui a Perturbação. "

Turbulento, Agitado, Hiperactivo.

Viver com uma criança furacão.

Sinopse

"Não para quieto em lugar nenhum",
"Parece uma pilha Duracell",
"Mexe-se sem parar".

Estas são frases típicas repetidas milhares de vezes por pais com crianças muito inquietas e muito activas. Emmanuelle Rigon responde a todas as suas perguntas:

Como diferenciar a inquietação normal da excessiva? Será turbulência, dificuldade de atenção, agitação ou hiperactividade? Quais são as diferenças por idade, e quais os sinais de alerta? Quando é que nos devemos preocupar? Quais são os mecanismos que estão na origem do problema?
Como intervir face á agitação? Que modos de educação, relações familiares, expectativas e ansiedades dos pais, entram em jogo?
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